História

Um Novo MAC

MAC reforma

O prédio do MAC Paraná, um casarão no estilo eclético construído em 1928 e tombado pelo Patrimônio Histórico, entra em reforma em 2019 com mudanças necessárias para abrigar sua importante coleção e estar em consonância com a produção artística contemporânea.  Junto à mudança física, a intenção é mostrar o  acervo de formas sem precedentes, para trazer mais vozes e perspectivas para as exposições.

Desde a criação do museu, em 1970, até a  gestão atual, o MAC cresceu a partir de um projeto ousado para tornar-se referência em pesquisa e documentação de arte no Paraná. O trabalho da equipe do museu garante uma apresentação artística inovadora, conectada com os anseios do público.

Neste período de reforma e restauro da sede, realizada sob todas as diretrizes da Coordenação de Patrimônio Cultural (CPC), o MAC está funcionando nas dependências do Museu Oscar Niemeyer (MON). Além de todos os setores e reserva técnica, as salas 8 e 9 do MON estão cedidas para as exposições dos museus, dinâmica que ocorrerá até o fim da reforma, prevista para o final de 2020.

Laboratórios


Projetos de experimentos profissionais em parceria com as universidades são alguns dos trabalhos desenvolvidos pelo MAC-PR: enquanto estudantes de história pesquisam o acervo e desenvolvem projetos de exposição, os alunos de arquitetura e museologia trabalham em projetos expositivos, gerando assim uma experiência completa do ambiente profissional das artes visuais. O desejo do museu é ser um centro de excelência e referência em formações para profissionais do setor. Combinando o conhecimento do corpo técnico com o conhecimento acadêmico da universidade, buscamos criar um ambiente de construção coletiva e de aprendizado prático.

Coleção remixada


Durante o período do MAC no MON, o público poderá explorar histórias e perspectivas proporcionadas pela coleção do MAC — com diversidade de técnicas, conceitos e pluralidade dos artistas do acervo — junto as diversas exposições sediadas no MON.

Histórico Resumido:


A ideia da criação de um Museu de Arte do Estado alimentada por artistas e intelectuais  é concretizada sob a orientação de Fernando Pernetta Velloso, então chefe da Divisão de Planejamento e promoções Culturais da Secretaria da Educação.

Em 1970 é criado o Museu de Arte Contemporânea do Paraná pelo decreto nº 18.447, de 11 de março. Funciona pelo período de um ano no Departamento de Cultura (na época sediado na Alameda Augusto Stellfeld), sob a direção de Fernando Velloso. No ano seguinte instala-se provisoriamente em um casarão na Rua 24 de maio. Neste período,  ainda longe de ter uma sede ideal, o MAC promove eventos inéditos, como a comemoração dos  50 anos da Semana de Arte Moderna, em 1972.

Em 1974,o prédio da Rua Des. Westphalen, esquina com a Rua Emiliano Pernetta, ocupado anteriormente pela Secretaria de Saúde e Secretaria do Trabalho, é recuperado e adequado para abrigar o MAC. Construído em 1928 e considerado de estilo eclético, o imóvel é tombado como monumento histórico da cidade de Curitiba

Recolher, abrigar e preservar obras dos mais representativos artistas brasileiros, em especial os paranaenses, é a finalidade maior do MAC-PR. Em seu acervo estão cerca de 1.800 obras, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, tapeçarias, instalações, vídeos, entre outras manifestações artísticas, provenientes de prêmios de Salões, aquisições e  doações recomendadas pelo Conselho Consultivo. O museu realiza frequentemente exposições com obras do acervo, de artistas selecionados e convidados.

Além disso, a instituição busca ainda amparar, estimular e divulgar a criação contemporânea em diferentes modalidades, instituir cursos de aperfeiçoamento e extensão e promover intercâmbio cultural e artístico com outras entidades congêneres do país e do exterior.

O MAC conta ainda com uma biblioteca especializada em artes visuais e hemeroteca sobre artistas, instituições de arte, textos de crítica e outros assuntos relacionados à cultura, que integram o Setor de Pesquisa e Documentação.  Já o Setor Educativo promove intercâmbio entre o MAC, as instituições educacionais e a comunidade em geral, com o objetivo de proporcionar uma maior participação nos seus eventos, despertar o hábito de frequentar o museu e o olhar para a arte contemporânea.

O Salão Paranaense

Salão Paranaense

Mais antigo salão de artes do Brasil, o Salão Paranaense foi criado em 1944 e acontece de forma ininterrupta no estado desde então, fomentando e promovendo as artes visuais  do estado, do país e também do exterior.

Desde 1970, o MAC-PR assumiu a realização do evento (até então sob responsabilidade do Departamento de Cultura do Estado). Em 2017, completou a 66ª edição ininterrupta. Em 2019, um novo edital do Salão Paranaense será lançado.


Histórico de Diretores:


Ana Carolina dos Santos Rocha
14/01/2019 (atual)

Lenora Gomes de Mattos Pedroso
03.01.11 / 31.12.18

Alfonso Luis Binachi Vivern
12.04.07 / 31.12.10

Eleonora Gutierrez
19.09.05 / 05.04.07

Vicente Jair Mendes
06.06.03 / 19.09.05

João Henrique do Amaral
18.02.98 / 31.12.02

Maria Cecília Araújo de Noronha
04.01.95 / 18.02.98

Maria Amélia Junginger
13.07.92 / 31.12.94

Nadyegge Boldrin de Almeida
09.04.91 / 16.06.92

Maria Cecília Araújo de Noronha
11.07.88 / 01.04.91

Adalice Maria de Araújo
25.03.87 / 17.06.88

Elizabeth Bastos Dias Titton
07.06.84 / 09.03.87

Mariza Bertoli
05.05.83 / 10.05.84

Fernado Pernetta Velloso
03.70 / 14.03.83

                    

CRONOLOGIA

MAC

1970
    O Governador Paulo Pimentel cria o Museu de Arte Contemporânea do Paraná, pelo decreto nº 18.447 de 11 de março. Vinculado ao Departamento de Cultura, sob a chefia de Wilson de Andrade e Silva e a Secretaria de Educação, na gestão de Cândido Martins de Oliveira. O museu tem seu regulamento aprovado pelo decreto nº 18.580, de 18 de março.
    A reforma do Teatro Guaíra prevê sua instalação para o andar térreo. Um incêndio porém, ocorrido em abril, impede que o museu seja sediado neste local. O MAC passa então a funcionar pelo período de um ano, no próprio Departamento de Cultura à Alameda Augusto Stellfeld, 234.
    Fernando Velloso, nomeado o primeiro diretor, inicia as atividades. Convida Eduardo Rocha Virmond e Oswald de Andrade Filho para juntos organizarem a Pré-Bienal de São Paulo, selecionando 13 artistas representantes do Paraná. A partir desse ano, torna-se  responsável pela organização do Salão Paranaense, e, apesar das dificuldades, realiza o 27º Salão.
    Toma posse o 1º Conselho Consultivo do museu: Mário de Mari, Adalice Araújo, René Bittencourt, Ubiratan Borges de Macedo, Domicio Pedroso, Wilson de Andrade e Silva e Fernando Velloso, membro nato.

1971
    A partir de 12 de março, o museu se instala provisoriamente na rua 24 de maio, 248, em um casarão pertencente à Associação dos Servidores Públicos.
    É formado o quadro de funcionários com pessoas que trabalham há muitos anos na tarefa fundamental da organização do acervo e dos eventos: Eloá Borelli, Nilson Burda, Maria Garcia de Abreu Lima, Waldemar Rosa.
    A estrutura da documentação e da biblioteca é da responsabilidade de Ivany Moreira, Lucia Rysicz, Leony Rutz, Rosi Lisboa de Miranda.
    Funcionários da limpeza e segurança: Armerinda dos Santos Silva, José de Lima, entre outros que, por mais de vinte anos serviram a mesma casa.
    Apesar da falta de condições ideais, o MAC promove eventos inéditos, como a comemoração dos 50 anos da Semana de Arte Moderna, em 1972.  Há uma grande exposição, concerto de rock no alpendre do casarão, palestras com Frederico Morais, projeção de slides - EU EM MINAS - onde o crítico aparece despido junto a grandes bobinas.
    Também uma instalação utilizando um porco que acabou fugindo e perseguido pelas ruas por funcionários e alunos da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP).
    A parceria com o Instituto Goethe, que acompanhará o museu em toda sua trajetória até meados dos anos 1990, iniciou neste período, com a vinda periódica de exposições de arte alemã, sobretudo o Expressionismo.
    Três anos depois, somados os problemas de espaço físico, falta de pessoal e a reivindicação da casa pela associação, o MAC fica novamente sem sede.
    Fernando Velloso pleiteia junto ao governador, entre outros, o prédio antes ocupado pela Secretaria do Trabalho, imóvel pretendido por mais 11 instituições. Apesar do local há tempos abandonado estar em péssimas condições, é mais viável e garantido reformá-lo do que aguardar uma nova construção.
    O diretor recebe o apoio de autoridades e funcionários, conseguindo finalmente uma sede definitiva para o museu.

1974
    A FUNDEPAR através de doações viabiliza o projeto de Sérgio Todeschini Alves, arquiteto do Patrimônio Histórico da Secretaria de Educação e Cultura.
    O prédio da rua Des. Westphalen, 16, teve recuperado o estilo original, adequando seus espaços para abrigar o MAC.
    Reforma-se também o prédio anexo, que passa a abrigar o Museu da Imagem e do Som e o Conselho Estadual de Cultura.  Em 27 de junho, inauguram-se as novas dependências do MAC, MIS e CEC.
    A solenidade conta também com a presença do Ministro da Educação e Cultura Ney Braga, do Governador Emílio Gomes, Secretário da Educação e Cultura Cândido Martins de Oliveira, diretor do MAC Fernando Velloso, outras autoridades e a comunidade em geral.
    Além do espaço físico, há também uma preocupação primordial com o acervo. As obras incorporadas através de processos de tombamento desde 1970, procedem de prêmios de Salões Paranaenses, do Departamento de Cultura, demais órgãos do Estado, além de doações de artistas.
    O MAC promove exposições do acervo, individuais e coletivas de artistas regionais, nacionais e internacionais, sendo também solicitado para organizar e montar mostras em outras instituições e cidades do Estado.
    Participa desse período, do “Tempo de Cultura”, série de eventos itinerantes pelo interior;  dos Encontros de Arte Moderna organizados pelo Diretório Guido Viaro da EMBAP, na gestão de Elvo Benito Damo. 
O 6º Encontro gera polêmica na cidade com um projeto de Josely Carvalho. Uma semana de eventos com peças teatrais, leituras de poemas, projeções de filmes, jogos de xadrez, concerto de piano ininterrupto na Praça Osório, comandados por Jocy de Oliveira. Artistas e estudantes trabalhando massa de pão na calçada do museu e fantasiados, visitam bares e favelas para falar de arte.

1978
    O prédio, considerado de estilo eclético, é tombado como monumento histórico da Cidade de Curitiba, de acordo com a Lei Estadual nº 1.211, de 16 de setembro de 1953, sob a inscrição nº 64, processo 65/77.
    O museu sedia o projeto UNIARTE da UFPR, sob a coordenação de Ivens Fontoura;  organiza o 35º Salão Paranaense com uma temática ecológica.

1979 
    O Governador Ney Braga cria a Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte, designando Luiz Roberto Soares para Secretário, Fernando Velloso, Diretor do MAC, assume também a Coordenadoria do Patrimônio Cultural e Ennio Marques Ferreira chefia a Assessoria de Programação Cultural.  Criada a 1ª Mostra do Desenho Brasileiro seguida em 1981, pela 1ª Jovem Arte Sul América.
   
1982
    O museu passa por uma ampla reforma anexando o prédio que abrigou o MIS e cria um auditório. O prédio principal recebe exposições do acervo e grandes eventos.  A parte posterior abriga os setores de administração, pesquisa, documentação, biblioteca e reserva técnica.
    Organização da Retrospectiva de Paul Garfunkel, quando o MAC traz mais de quatrocentas obras para a exposição.

1983
    Fernando Velloso deixa a direção do MAC, assumindo Mariza Bertolli.  O Governador José Richa designa Fernando Ghignone para a Secretaria da Cultura, Cecília Helm para a Coordenadoria do Patrimônio Cultural, Ronald Simon na Chefia do Serviço de Programação de Artes Plásticas da Secretaria.
    O museu organiza o 1º Curso de Conservação e Restauro, ministrado pela Profª. Martha Beatriz Plazas de Fontana, da Colômbia.
    A partir desse ano passa a realizar suas promoções também na Sala Miguel Bakun e Sala Bandeirante de Cultura, espaços até então gerenciados pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural.

1984
    Assumindo a direção Elizabeth Bastos Dias Titton, que entre outros eventos, organiza e coordena os projetos: Artistas Plásticos no Centro Juvenil, Artista Plástico e a Criança, Quarta-feira no MAC e Levantamento da Produção Artística do Estado.
    Pela 1ª vez na história do Salão Paranaense, em 41 anos, é feita a Sala Avaliação - exposição das obras recusadas pelo júri, no Teatro Guaíra. Em 1986, a mostra Tradição/Contradição, reflexiva e crítica, lança um livro que traça o perfil da arte paranaense.

1987
Mudanças na área da cultura com o Governador Álvaro Dias e o Secretário René Ariel Dotti, criando a Coordenadoria do Sistema Estadual de Museus (COSEM) sob a chefia de Ivens Fontoura.
Assumindo a direção do MAC, Adalice Araújo propõe um reestruturação no organograma, com núcleos de Curadoria, Semiótica, Crítica de Arte e Arte-Educação, além dos já existentes: Administração, Acervo, Biblioteca, Pesquisa e Documentação.
Nesse ano, o Salão Paranaense na 44ª edição, tem as inscrições descentralizadas  (Curitiba, Londrina, Cascavel, Florianópolis e Porto Alegre) e seleção aberta ao público. As exposições, Arte Atual de Berlim, Käthe Kollwitz e Missões 300 Anos, marcam o período 87/88.

1988
    Um novo projeto trazido pela diretora Maria Cecília Araújo de Noronha, sob o patrocínio do Banestado, na presidência de Carlos Antônio de Almeida Ferreira, restaura o MAC em tempo recorde de 55 dias.
    Recuperadas a arquitetura e a pintura, sistema hidráulico e elétrico. Do telhado ao piso, o prédio recebe tratamento especial, além de ajardinamento e gradil. A Coordenadoria do Patrimônio Cultural da SEEC é responsável pela obra.
Reinaugurado com o 45º Salão Paranaense, o MAC também homenageia um dos maiores artistas do Paraná, criando a Sala Theodoro De Bona, inaugurada em 1989.
Paralelamente, 176 obras do acervo em papel e 27 pinturas, sofrem intervenção de profilaxia pelo Laboratório Battioli de Pesquisas e Restaurações de São Paulo.

1991
Roberto Requião assumindo o Governo do Estado, designa Gilda Poli para a Secretaria da Cultura, Vicente Jair Mendes para a  Coordenadoria do Sistema Estadual de Museus e Nadyegge Boldrini de Almeida para a Direção do MAC.
Organiza-se a exposição Reflexão dos Anos 80 e o 48º Salão Paranaense com inscrições abertas para a América Latina. Este, o último evento a ocupar a Sala de Exposições do Teatro Guaíra, cujo espaço vinha sendo utilizado pelo museu desde 1972.
A direção e o Conselho Consultivo, criam a Associação de Amigos dos Museus - AAMACMISMP - Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu da Imagem e do Som e Museu Paranaense.

1992
Maria Amélia Junginger passa a dirigir o MAC. Os designers da APD, organizam um grande evento nas salas do museu. No ano seguinte, abriga a exposição AIDS: Consciência e Arte e em parceria com a FCC, sedia uma das mostras da 3ª Exposição da Fotografia.
Com apoio da Moro Construções Civis e do Instituto de Crédito Oficial da Espanha, traz a Curitiba o evento “Suite Vollard” de Picasso. Paralelamente é organizado o ciclo de palestras e juntamente com o Museu de Arte do Paraná, a exposição itinerante, “Suite Vollard, Picasso - Uma Interpretação Paranaense”.

1995
    Jaime Lerner, Governador do Estado, nomeia Eduardo Rocha Virmond para a Secretaria da Cultura, Fernando Velloso para a Diretoria Geral, Maria Cecília Araújo de Noronha para a direção do MAC. Edson Machado é responsável pela Coordenação Estadual de Museus (COSEM,) sendo em 1997, substituído por João Henrique do Amaral.
    Com o apoio da Itaipu Binacional, o museu realiza uma exposição retrospectiva e lança o livro “50 Anos do Salão Paranaense de Belas Artes”, coordenado pela prof.ª Maria José Justino.

1996
    O MAC traz a Curitiba entre 1996 e 1997, mostras internacionais como: "Vento Sul - 2ª Mostra de Artes Visuais Integração do Cone Sul"; "O Limite - Osvaldo Salerno"; "Mudança da Paisagem - Eva Saro"; "Vida ou Teatro - Charlotte Salomon"; "Rendição Transporte Abandono - Carla Vendrami e Antonella Ortelli" e "Instrumentos Medievais de Tortura".
    A direção desenvolve um projeto para a construção de um prédio anexo que comporte adequadamente o acervo, biblioteca, auditório e novas salas de exposições.

1998
Lúcia Camargo assume a Secretaria da Cultura e João Henrique do Amaral, a direção do MAC, desenvolvendo um grande projeto de readequação para o museu.
A partir do segundo semestre, o MAC fecha para o público e trabalha com o acondicionamento do acervo, biblioteca e documentação. Organiza o 56º Salão Paranaense, este ano sediado na Casa Andrade Muricy.
O projeto de readequação é da responsabilidade dos arquitetos da SEEC, Rosina Parchen e Marcio Vicente, sob o patrocínio da PETROBRAS/FUNDACEN, através da Lei de Incentivos.

1999
O Governador reeleito Jaime Lerner, reinaugura o museu em 8 de abril, quando encerra a primeira etapa de readequação nas salas de exposições.
Além da reforma elétrica e hidráulica, as salas recebem novo sistema de iluminação, sistema de ar condicionado, fechamento interno das janelas e pintura renovada. A sala Theodoro De Bona é totalmente modernizada com o aumento do pé direito e cobertura zenital.
Eliane Prolik apresenta a exposição Arranha-Céu na Sala Theodoro de Bona e o corpo principal do museu abre com a Exposição do Acervo, composto por prêmios do último Salão Paranaense e doações de obras feitas especialmente para a data.

2000
    Assume a Secretaria de Estado da Cultura, Monica Rischbieter. O MAC expõe as mostras individuais de Sérgio Rabinovitz, Mazé Mendes, Luciano Mariussi. A mostra "Vertentes Contemporâneas" do Projeto Rumos Visuais Itaú Cultural e o 57º Salão Paranaense.

2002
    Além de exposições do acervo, o MAC apresentou Ivens Machado e Jefferson Svoboda, do Rio de Janeiro, Quintas, de Portugal, artistas da terra, Vilma Slomp, Marlon Azambuja, Rones Dumke, além dos projetos: Produção dos anos 80, Sagas, Estranhamento, Faxinal e a 59ª edição do Salão Paranaense.

2004
    Em 2003, Roberto Requião de Mello e Silva, governador do Estado, nomeia Vera Maria Haj Mussi Augusto como Secretária de Estado e Vicente Jair Mendes, diretor do MAC/PR. O museu inaugura em parceria com o Consulado Geral do Japão a exposição “Arquitetura Contemporânea Japonesa– 1985–1996”. Foram realizadas diversas exposições do acervo na sede do MAC e itinerantes em Foz do Iguaçu e Brasília; exposições individuais de Antonio Arney e Lívio Abramo e, encerrando o ano, o 60º Salão Paranaense. Na seqüência do Salão, a exposição dos paranaenses  Rogério Dias, Guinski e Rettamozo, uma exposição parcial do Projeto Faxinal das Artes e a retrospectiva de Arthur Nísio.

2005
    Eleonora Gutierrez assume a direção do museu e realiza o 61º Salão Paranaense, que a partir desse ano torna-se bienal e com a participação de artistas do Mercosul. Traz para o museu o projeto de inclusão dos portadores de deficiência visual e pessoas com necessidades especiais; organiza os Encontros no MAC e a exposição do acervo Caras do MAC, com curadoria dos funcionários. Também as exposições "O Espaço Inventado" e "Outros 60’s", mostram o acervo com curadoria de Fabríco Nunes e Artur Freitas, além de outras exposições com doações recentes. O museu lança a cartilha Criarte no MAC e, através da SAMAC, organiza um jantar nas suas dependências, evento inédito em sua história.

2007
    Alfonso Luis Bianchi Vivern assume a direção do MAC e escolhe o Conselho Consultivo, exercendo a presidência. Dá continuidade às exposições da Sala Theodoro De Bona, organiza e realiza o 62º Salão Paranaense, cuja edição do catálogo é posterior a abertura, contendo, pela primeira vez, o registro do processo da montagem. Em 2008 convida a EMBAP,  Faculdade de Artes do Paraná (FAP), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Tuiuti do Paraná ( UTP) para a realização de um projeto chamado "Museu – Possíveis Conexões", idealizando uma programação bienal.

2009
    O museu é beneficiado com um projeto de restauro do seu acervo, 248 obras em papel, realizado pelo Laboratório do Papel Preservação, Conservação e Restauro, e com uma exposição com o resultado do trabalho. Sedia a 5ª Bienal Latino-Americana de Artes Visuais Vento Sul, realiza as exposições selecionadas pelo Conselho Consultivo e o 63º Salão Paranaense, que este ano se iniciou em outubro e encerrou em março de 2010. Essa gestão é finalizada com o projeto Possíveis Conexões II.
   
2011
    O Governador do Estado, Carlos Alberto Richa, nomeia Paulino Viapiana para a Secretaria de Estado da Cultura e Lenora Gomes de Mattos Pedroso para a direção do MAC e da Casa Andrade Muricy – CAM. Lenora inicia a gestão propondo a reorganização dos setores e do museu. É curadora da exposição "Múltiplas Faces: Mostra do Acervo". Fernando Bini é convidado para outra curadoria e faz a exposição: "Os Encontros de Arte Moderna, os Conceitualismos no Paraná: Mostra do Acervo" e ainda, "Olhar & Pensamento: Mostra do Acervo", sob a curadoria de João Henrique do Amaral. Foram realizados vários encontros e debates com intelectuais e outras pessoas ligadas a área artístico-cultural, para discutir o Salão Paranaense. O crítico e curador Paulo Herkenhoff é convidado para coordenar os trabalhos e, como resultado, propôs uma exposição retrospectiva do salão: "Desejo de Salão: Salão Paranaense, uma Retrospectiva",  teve a curadoria da Profª Draª Maria José Justino e a organização do Museu de Arte Contemporânea em parceria com o Museu Oscar Niemeyer (MON).

2012
    Entre outras mostras, o museu expôs: "2012: Proposições sobre o Futuro - Mostra do Acervo e Convidados", com curadoria de Stephanie Dahn Batista e um grupo de curadores. Realização do 64º Salão Paranaense com dois Prêmios Aquisição e dois Prêmios Residência Artística. O museu lança o folder institucional e é contemplado com um projeto de restauro de 41 obras.

2013
    "Cor, Cordis: Mostra do Acervo", sob a curadoria de Angélica de Morais e "A Geodésia Museológica: Mostra do Acervo", sob a curadoria de José Francisco Alves, foram os grandes projetos do ano. Além disso, a mostra "Gravuras no Acervo do MAC", itinerou nas cidades de Paranaguá e Rio Negro. O Projeto do 65º Salão Paranaense foi aprovado pela Lei Rouanet.

2014
    Continuidade da exposição "A Geodésia Museológica: Mostra do Acervo", sob a curadoria de José Francisco Alves e a preparação do 65º Salão Paranaense. Pesquisa das 15 últimas edições do Salão: 51º ao 64º para publicação.

2015
    As exposições "Fotografia / Mostra do acervo" e "Objeto Direto / Mostra do acervo", sob a curadoria de Lenora Pedroso, foram as pesquisas de interesse do acervo. A Bienal Internacional de Curitiba e a exposição e lançamento do livro "Pinturas de Ida Hannemann de Campos", de Fernando Bini, foram as outras atrações.

2016
    As exposições do acervo "A cor no espaço / o espaço na cor", de curadoria de Ronald Simon e "Gravuras / poéticas e técnicas diversas", de curadoria de Ronald Simons e Lenora Pedroso, foram destaques, a última inclusive por seu caráter didático, com a produção inclusive de um catálogo de conteúdo histórico. Duas exposições do acervo do MAC foram realizadas em outros espaços: "Experiência de Museu", de curadoria de Tom Lisboa, na Galeria InterARTividade, no Pátio Batel e "Mac/MON, um diálogo", de curadoria de Teca Sandrini e Lenora pedroso, no Olho, no MON.
    Na sala Theodoro De Bona, mostras individuais de  Luiz Lopes, Daniel Duda e a coletiva de Beni Moura, André Serafim e Marcel Fernandes, com curadoria de João Henrique do Amaral. Realização do 5º Salão Nacional de Cerâmica em apoio ao Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA). 
    Foi iniciado o projeto Permanência no MAC, em parceria com a Secretária Municipal de Educação, atendendo professores de arte da rede municipal.
    Começa neste ano pela SEEC, por solicitação da direção do MAC o projeto de reforma e restauro do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, visando otimizar tanto os espaços expositivos como os setoriais, com a ampliação das reservas técnicas e acessibilidade. 

2017
    Realização do 66º Salão Paranaense no espaço do MON. Destaque para as exposições do acervo "Anos 60/70: um panorama" , sob a curadoria de Ronald Simons. Na sala Theodoro De Bona, a mostra "Bicicleta" de Eduardo Nascimento. A pesquisa sobre a trajetória do Salão Paranaense resultou na exposição "Memória e Momento / Salão Paranaense", com a produção de catálogo e apresentada no MON. Continuidade do projeto Permanência no MAC.
    A empresa de arquitetura Traço Cultural desenvolve projeto de restauro e reforma do MAC.

2018
    Em janeiro é feita a transferência das obras de arte do acervo para o MON, a fim de iniciar a liberação do prédio para a reforma. Enquanto a organização do acervo no MON é realizada e a organização dos setores para iniciar a segunda etapa de transferência, é apresentada a exposição do acervo "Movimento", sob a curadoria de Ronald Simons.  No final de 2018, é realizada a mudança de toda a estrutura do MAC para as dependências do MON por conta da reforma na sede.

2019
    O governador Carlos Massa Ratinho Júnior nomeia Luciana Casagrande Pereira como superintendente geral da Cultura da agora Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura (SECC) e Ana Rocha como diretora do MAC-PR. Em março, o MAC em parceria com o COSEM inaugura a Sala Adalice Araújo no hall da SECC (Rua Ébano Pereira, 240), e a exposição "História Sem Fim: O Pensamento Revolucionário de Adalice Araújo", em homenagem à crítica de arte e encerrando o Mês das Mulheres.
    Em maio, o museu abre "Estamos Aqui!", com curadoria de Ana Rocha, na sala 9 do MON, mostra que reúne artistas mulheres do acervo e convidadas. No dia 13 do mesmo mês, é iniciada a reforma da sede central do MAC-PR, na rua Desembargador Westphalen, com previsão de término no final de 2020.

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