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22/04/2019

Nota de pesar: morre o artista gaúcho Danúbio Gonçalves


Responsável pela formação de uma geração de artistas no Rio Grande do Sul, bageense morreu aos 94 anos. MAC-PR conta com duas obras do artista em seu acervo

 

Conhecido pelo seu engajamento social e político nas artes, o artista plástico Danúbio Gonçalves (1925-2019), considerado um dos principais nomes das artes visuais no Rio Grande do Sul, morreu no último domingo (21), aos 94 anos. O corpo foi sepultado à tarde no Cemitério João 23, em Porto Alegre.

 Danúbio Gongalves

O pintor, gravador e desenhista, natural de Bagé, estudou pintura e desenho na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, nos anos 1940. Também frequentou a famosa Academia Julian, em Paris, entre 1949 e 1951. De volta ao Brasil, lecionou no Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e formou uma geração de artistas no Estado onde nasceu, principalmente em técnicas de gravura (como litogravura e xilogravura).

 

Gonçalves foi ainda expoente do chamado "Grupo de Bagé" que, nos anos 1950, introduziu a arte moderna no Rio Grande do Sul. Logo em seguida, formou junto com Carlos Scliar (1920-2001) e Vasco Prado (1914-1998) os Clubes de Gravura de Porto Alegre e Bagé, que ficou conhecido nacionalmente pelo trabalho realizado.

 

O artista realizou também obras públicas como o Memorial da Epopeia Rio-grandense Missioneira e Farroupilha, nas imediações do Mercado Público de Porto Alegre. Foi tema do documentário "Danúbio", do cineasta Henrique de Freitas Lima, resultado de uma convivência de sete anos entre os dois. Além da trajetória de Danúbio, o filme documenta uma viagem do artista ao México para encontro com obras de Diego Rivera (1886-1957), uma de suas principais referências artísticas.

 

Acervo do MAC-PR

 

O Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR) conta com duas obras de Danúbio Gonçalves em seu acervo: "Realmente" (1973), acrílica sobre tela, que recebeu prêmio aquisição no 30º Salão Paranaense (e foi exposta em 2017 na mostra "Anos 60/70 – Um Panorama. Mostra do Acervo") e "Favela – Rua do Cruzeiro" (1943), giz pastel sobre papel, doada pelo artista ao MAC-PR.

Realidade, 1973.

Favela, Rua do Cruzeiro.

 

*Com informações dos jornais Correio do Povo e Zero Hora.

 

 

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), com informações dos jornais Correio do Povo e Zero Hora

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