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26/04/2019

Fim de semana de arte: visite a mostra sobre Adalice Araújo


Exposição com pesquisa e curadoria do MAC-PR está em cartaz no hall da SEEC também aos sábados, das 9h às 13 horas


A exposição "História sem fim: o pensamento revolucionário de Adalice Araújo", que tem produção e curadoria do Museu de Arte Contemporânea do Paraná (MAC-PR), segue em cartaz no hall do prédio da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), inclusive no fim de semana: a mostra também abre para visitação aos sábados, das 9h às 13 horas, e tem entrada gratuita.

A crítica Adalice Araújo é homenageada na mostra com curadoria do MAC-PR.

A crítica Adalice Araújo.


Além de conhecer a vida e obra da crítica de arte, professora, pesquisadora, historiadora e poeta Adalice Araújo (1931-2012), considerada o principal nome na análise da arte paranaense, a exposição também é uma boa oportunidade para passear pelo prédio histórico da secretaria: a edificação, que tem projeto do engenheiro Afonso Teixeira de Freitas e construção de José Bienek, teve as obras iniciadas em 1903 e inaugurou no ano seguinte. Abrigou, até 1953, o Gymnasio Paranaense (hoje Colégio Estadual do Paraná). Desde 1979, o prédio, cuja construção se caracteriza pelos elementos neoclássicos, é sede da SEEC.

A mostra

Além da cronologia da vida de Adalice, fotografias e algumas de suas críticas em jornais (publicadas entre 1987 e 1988) estão disponíveis em uma Praça de Leitura no meio da exposição, junto com dois volumes do Dicionário das Artes Plásticas do Paraná, considerada a obra máxima de Adalice.
Praça de Leitura Adalice Araújo
Exposição conta com sala de leitura com textos da crítica.


Entre as obras de arte, a seleção da curadora Ana Rocha, diretora do MAC-PR, foi de mulheres artistas que estão no acervo do museu e sobre as quais Adalice escreveu. São elas: Eliane Prolik, Guita Soifer, Dulce Osinski, Juliane Fuganti, Leila Pugnaloni, Letícia Marquez e Ida Hannemann de Campos (1922-2019).

 

Vida e obra

Nascida em Ponta Grossa em uma família de ervateiros, Adalice Araújo iniciou sua formação artística nos anos 1950, no curso superior de Pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP). Logo na sequência, seguiu para uma especialização na Itália. De volta ao Brasil, criou e presidiu o Círculo de Artes Plásticas do Paraná, com ateliê coletivo no subsolo da Biblioteca Pública do Paraná, onde começaram artistas como Helena Wong e Antonio Arney.

Na década seguinte, estudou outras técnicas, como Gravura, Xilogravura, Desenho e Crítica Teatral. Em 1969, iniciou sua carreira jornalística no Diário do Paraná com a coluna Artes Visuais, também publicada no jornal Gazeta do Povo entre 1974-1976 e 1978-1994. Em 1971, passou a integrar a Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).

Foi professora no departamento de Filosofia, Setor de Ciências Humanas, Letras e Artes da Universidade Federal do Paraná (UFPR); dirigiu o MAC-PR entre 1987 e 1988 e desenvolveu projeto de descentralização do 44º Salão Paranaense. Em 2003, recebeu o Prêmio Mário de Andrade da ABCA e, em 2006, publicou o Volume 1 do Dicionário das Artes Plásticas do Paraná (verbetes de A e C) — o segundo, de D a K, foi publicado postumamente. Faleceu em 8 de outubro de 2012, em Curitiba.

 

Serviço:

Exposição “História sem fim: O pensamento revolucionário de Adalice Araújo”

Hall da Secretaria de Estado da Cultura – Sala Adalice Araújo

Rua Ébano Pereira, 240, Centro.

Visitação de segunda a sexta-feira das 9h às 12h e das 13h30 às 18h. Sábados, das 9h às 13h.

Período expositivo: até 1º de junho de 2019

Entrada gratuita

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